Quero envelhecer. Isso é uma urgência. Quero chegar logo àquela idade em que não existem urgências. A idade da candura, do desapego. A fase em que as lembranças escorrem pelas cicatrizes e as preenche com uma saudade generosa. Chegar, enfim, ao que exatamente se é. Sem ansiar novos acontecimentos, alegra-se bobamente com o ordinário da vida. Ser feliz apenas, sem complicar.
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